ECONOMIA - Setor de franquias avança 7%, mas deve revisar o crescimento no ano

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Publicado em 16 de maio de 2019

O setor de franquias teve faturamento de R$ 41,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano, avanço de 7% ante o mesmo período do ano passado. Embora considere os números positivos, a Associação Brasileira de Franchising (ABF) sinaliza que pode revisar o crescimento anual de 10% por conta do cenário político.

Além do aumento no faturamento, o número de unidades também avançou, em 6,1% na comparação anual. De acordo com a gerente de inteligência de mercado da ABF, Vanessa Bretas, o bom desempenho no início do ano se deu em função da confiança elevada desde o final do ano passado.

Todos os 11 setores analisados apresentaram aumento no faturamento ante o primeiro trimestre de 2018, com destaque para Casa e Construção (12,9%) e Serviços Automotivos (12,7%). O setor de alimentação, que responde a cerca de 25% do faturamento total teve o menor crescimento, de 2,5%.

Vanessa salienta o deslocamento do faturamento do segmento alimentício para o segundo trimestre em virtude de a Páscoa ter acontecido em abril. Já o setor de serviços automotivos teve como destaque a locação de automóveis. Em relação aos empregados, as franquias também se destacaram positivamente. Mesmo com o número de desemprego tendo piorado a nível nacional – de 11,6% no último trimestre de 2018 para 12,7% nos três primeiros meses do ano – a ABF observou um crescimento de 2,05% na geração de empregos neste mesmo período.

Internet 

O e-commerce está cada vez mais presente nas redes de franquias, com 61,1% delas utilizando o canal virtual de vendas, contra 42,3% no período anterior. Entre os franqueados também cresce a participação na modalidade, sendo 48,1% ante 30,1% na pesquisa do ano passado, destaca a ABF.

As empresas utilizam em grande parte o modelo de comissão (79,2%) como forma de participação dos franqueados nas vendas pelo e-commerce. Há também uma fatia menor, de 9,1%, que conta com sua própria loja virtual.

Cautela

Apesar da evolução, o presidente da ABF, André Friedheim, disse que os números projetados para o ano devem ser revisados devido à queda de confiança tanto do consumidor como do empresário. “A gente observou que as revisões dos números da economia começaram a acontecer já a partir do segundo trimestre”, disse Friedheim. Diante disso, o franchising deve rever os números depois da ABF Franchising Expo, a maior feira do setor, que acontece entre os dias 26 e 29 de junho.

Embora reconheça a lenta retomada, o fundador da consultoria Netplan, especializada em franquias, Daniel Bernard, acredita que a crise pode gerar uma oportunidade para o segmento. “Num cenário de demissões, principalmente no setor público, mais pessoas devem se interessar pelas franquias.” Porém, a maior parte das pessoas quer opções mais baratas e as franqueadoras precisam atender esse público, enquanto os empreendedores devem se capacitar. Neste cenário, cresce também a busca por micro e nanofranquias com opção barata de investimento, entre elas a Bem Seguros e Créditos já estima faturamento de R$ 100 mi neste ano.

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